terça-feira, 31 de março de 2015

Para sempre!


Tenho acordado a pensar que tudo não passa de um pesadelo, que, ao abrir os olhos, alguém me vai dizer que não é verdade o que aconteceu. E queria que fosse só um pesadelo, não apenas por me tirar da consciência um peso do tamanho do mundo, mas principalmente porque isso quereria dizer que ainda estavas entre nós. Mas que digo eu, Stephie? Tu ainda estás entre nós, mesmo que não o mereçamos. Eu, pelo menos, sinto que não mereço essa presença, sinto que a tua partida deveria significar mesmo um abandono. Era assim que eu devia sentir-me com a tua partida. Abandonada. E, no entanto, sei que não me abandonaste: fui eu que me afastei. Como o fizeram tantas outras pessoas que passaram pela tua vida, ainda que pensasses que eras tu que fechavas portas... 
Durante esta última semana, fui sabendo de coisas que me fizeram ter ainda mais certezas sobre a pessoa que tu eras e, se por um lado me deixa contente ter sido amiga de uma pessoa como tu, por outro lado fico triste por ver que nenhum de nós que travou conhecimento contigo conseguiu perceber verdadeiramente a pessoa que tu eras. Se lesses isto, irias certamente dizer que não eras ninguém de especial, que eras uma pessoa como tantas outras, que tinhas imensos defeitos e irias desviar a conversa porque não te sentias confortável quando se falava de ti. Mas eras especial. Tão especial que foste capaz de te esquecer de ti para que outros fossem felizes. Tão especial que deste tudo o que tinhas para que aos outros nada faltasse. Tão especial que partiste sem dar trabalho a ninguém, apenas sufocada nas palavras que não soubeste dizer, como escreveste no último post do teu blog.
E agora aqui, entre lágrimas que teimam em cair-me mesmo que as tente conter, sou eu que gostaria de te dizer tantas coisas que não disse por falta de oportunidade, por me ter afastado de ti, porque também eu te abandonei. Se me sinto culpada? Muito mesmo. Alguém disse que cheguei tarde de mais. É verdade. E sinto raiva de mim mesma por isso. E raiva do mundo que nunca te entendeu. Como eu também não te entendi... 
Não é estranho que a vida nos tenha colocado de novo nesta espécie de "déjà vu" em que, mais uma vez, depois do meu silêncio tão prolongado, sejam para ti estas palavras de desabafo, estas confidências de como me sinto?  Só tu me fizeste voltar a este espaço onde deixei, por algum tempo, um pouco de mim. Fugi daqui, como fugi de outros lugares, de momentos, de pessoas. Fugi de mim mesma. Se resultou? Nunca resulta fugir. Podemos atenuar o que sentimos, mas não se apaga, mesmo que digamos que a vida continua. É verdade, a vida continua, embora me possam dizer que para ti já não. Mas, como uma vez tu disseste, as pessoas só morrem quando, pelo esquecimento, as apagamos do nosso coração. E tu vais estar sempre no meu. 
Viveste sem rede nem paraquedas e isso teve por vezes um preço muito alto, mas ainda que em algumas coisas parecesses ser medrosa, a verdade é que tiveste a coragem de mil Hércules. Como diz aquele poema de que gostavas, faltou-te "um golpe de asa". Mas isso não te impediu de voar alto. Como só os que são grandes conseguem voar.
Porque nunca te esquecerei e para que outros saibam que foste / és importante na minha vida, criarei algo simples para que fiques sempre presente e, dessa forma, possa redimir-me também por te ter abandonado quando tu nunca abandonaste ninguém, apesar de tudo. Até já, em Cartas para uma irmã!



sábado, 19 de outubro de 2013

Em surdina


Um dia, fui a melodia que alguém compôs. Única. Incomparável. Existi, em notas harmoniosas que só o eram quando tocadas por ti. Depois... Depois, ficou apenas o silêncio vestido da tua ausência. E deixei de ser.

terça-feira, 13 de março de 2012

Amo-te, mas...


Amar devia ser sem "mas". É assim quando há sintonia e cumplicidade. Ficou a cumplicidade. A sintonia ficou lá atrás, nesse caminho que iniciámos juntas. Porque ontem senti que, por uma qualquer razão que desconheço, as tuas asas libertaram-se para voar.
Ainda assim, amar-te-ei sempre. Não já como a mulher por quem me apaixonei, mas como a irmã que só nos meus sonhos foi real.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Descobri...


Não, não descobri que não te amo. Descobri, isso sim, que antes de te amar, preciso de aprender a amar-me.
Por isso, ainda que pensando em ti, hoje vou fazer amor comigo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Partir


Quem quer sair de uma história, cala-se e vai embora.
Porque as grandes dores são mudas.
E as decisões definitivas não se demoram em explicações.
(Marla de Queiroz)


Amanhã...


... será um novo dia!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Game over


"Quando a gente descobre algumas verdades, parece que todo o resto foi mentira."



A aprender a deixar de ser ingénua...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Intermitências


Nem sempre posso vir a este meu mundo, onde posso ser um pouco mais "eu", nem sempre pareço estar disponível para quem amo... as correntes, ainda que imaginárias, com que me prendem e me impedem de ir onde quero, de escrever o que quero, de estar com quem quero são fortes, apesar de invisíveis.
Para quem as não vê nem sente, eu devo parecer ser alguém fraco, incapaz de se rebelar, de fazer frente a quem me prende e me amordaça. E sim, sou fraca... Falta-me a coragem de sair para fora desta prisão. E no entanto a porta está aberta... Não sei explicar o que me impede de fugir e ir pelo mundo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aparentemente...


...eu sou desligada, alheada, isolada, despegada, calada... Podia aqui continuar a aumentar a lista de adjectivos... Mas é só aparentemente. Porque eu vejo, eu penso, eu sinto... Se não falo muito é apenas porque, por mais palavras que possa dizer [e talvez não saiba...], ficaria tão aquém do que me vai na alma.

terça-feira, 19 de julho de 2011

And the sun comes


Bem sábias as tuas palavras no comentário que fizeste ao meu post de ontem, Stephie. Não sei se são palavras que resultam de experiências vividas, mas, ainda que mais para o final de tarde, o sol conseguiu espreitar e brilhar, saindo de trás das nuvens que escureceram o meu dia. E o dia, apesar de ter amanhecido nublado, transformou-se e deixou que o sorriso se sobrepusesse às lágrimas.

domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Confusa...



às vezes, não sei quem sou, o que sou...

mas pior que não saber quem sou ou o que sou
é não saber o que tu és.


just my old strange feelings...


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Enquanto não estás...

Poderia já te ter dito há mais tempo (ou se calhar tu já sabes mesmo sem que eu diga) que a minha vida mudou tanto desde que apareceste, desde que quiseste nela permanecer...
Não tenho dúvidas de que preferias que te dissesse de viva voz o que agora aqui escrevo, mas quando falamos as palavras não aparecem com tanta facilidade como eu gostaria. E se, por vezes, fico calada, ou é por gostar de ficar a ouvir-te ou porque tudo o que gostaria de te dizer não traduziria com fidelidade o que sinto e como me sinto. Como se as palavras ficassem longe de te dizer tudo...
Ficar calada não significa que nada tenha para dizer, mas tão só que o que sinto é algo demasiado grande e indescritível que ultrapassa largamente os limites das palavras.
Ainda que o sufoco permanente em que vivo se mantenha (não sei mesmo se não se terá acentuado...), há uma variável nova na minha vida: TU. Tu que me entendes, que me fazes sorrir, que consegues ouvir mesmo o que eu não digo, que me fazes sentir especial... Tu que me amas.
Vês? Acabo de reler o que escrevi e parece tão pouco... Bem sei que nada exiges, mas queria dar-te tanto, infinitamente mais do que dou...
Um dia, tu e eu vamos conseguir sair dos mundos confusos e complicados em que vivemos e vamos ficar num mundo só nosso, construído por nós e para nós, onde ficarão apenas as pessoas de quem gostamos. Nesse mundo, vou ser ainda mais feliz contigo e vou fazer tudo para que fiquemos juntas. Sempre. Mesmo que o sempre não exista.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

No meu sonho


Esta noite, vais estar no meu sonho, no mundo para onde me retiro e onde sou feliz. E quando eu sentir a tua mão na minha, os medos vão desaparecer, porque sei que estás comigo e que, juntas, vamos enfrentar todos os fantasmas que me atormentam.


Agora já não me sinto sozinha. Deixei de me sentir perdida.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011